Juréia-Itatins na Unesco

Juréia-Itatins na Unesco

Juréia-Itatins na Unesco

A Juréia-Itatins é uma estação ecológica, considerada uma Unidade de Conservação (UC) de proteção integral. A UC tem como principal objetivo a preservação da natureza, e serve também para realização de pesquisas científicas, ou seja, ela assegura a integridade dos ecossistemas e da fauna nelas existentes, assim como também assegura a sua utilização para fins educacionais e científicos.

A UNESCO (United Nation Educational, Scientific and Cultural Organization, traduzindo, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), reconheceu a Estação Ecológica Juréia-Itatins (EEIJ) como sendo um Patrimônio Natural da Humanidade.

No Brasil, poucas são as áreas consideradas Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO. Além da Juréia-Itatins, Pantanal, Foz do Iguaçu, Fernando de Noronha, Parque do Jaú no Amazonas, Costa do Descobrimento e Chapadas são os outros pontos.

Hoje, a Estação Ecológica Juréia-Itatins possui mais de 80 mil hectares de área. Está localizado na zona costeira do Estado de São Paulo, entre as cidades de Iguape, Itariri, Miracatu e Peruíbe, litoral sul paulista.

A Estação Ecológica Juréia-Itatins é considerada um dos cinco ecossistemas mais importantes de todo o mundo. É um dos trechos de floresta Atlântica mais rica do país. Por isso a importância da preservação.

Um parêntese aqui na história. Como está havendo alguns problemas em transformar partes da EEJI em reservas de desenvolvimento sustentável ou em parque, e com o risco de perder o título de Patrimônio Natural da Humanidade conferido pela UNESCO, hoje já se cogita a ampliação da estação ecológica. Esse assunto já está em pauta, e já foi discutido por alguns parlamentares.

Outra curiosidade: em tupi-guarani Juréia significa ‘ponto saliente’; e Itatins, ‘nariz de pedra’. Na realidade, pode-se descrever como um imenso maciço de rocha que sai do continente, invade a praia e que avança em direção ao mar.

Mas, voltando à EEJI… Foi em 1986 que a área foi decretada como uma Área sob Proteção Especial do Estado. Um pouquinho antes, em 1984, a área já tinha sido considerada Área de Proteção Ambiental.

Na década de 80, o setor imobiliário, a empresa Nuclebras (empresa que implanta usinas nucleares), e ambientalistas, ‘travavam uma luta’ pela posse do local.

Graças à preservação do local, com mínimas alterações dos ambientes, hoje o espaço serve como refúgio para algumas espécies que habitavam em outra parte do grande litoral brasileiro. Muitas espécies da fauna, sendo algumas ameaçadas de extinção, fazem hoje da Juréia-Itatins seu habitat.

Em relação aos habitantes da estação podemos citar o tucano, a anta, o quati, a biguatinga, a suçuarana, o jaguar, o gambá, o mono-carvoeiro e o papagaio de cauda vermelha.

Dentre as espécies da flora destacam-se o antúrio, a begônia, a bromélia-caraguatá, o palmito e as orquídeas.

Não é só a fauna e a flora da EEJI que é fascinante, pode-se encontrar outros pontos belíssimos na região. Além da mata atlântica, rios, cachoeiras, manguezais, restingas, praias arenosas e costões rochosos formam uma paisagem sem igual. No local ainda é possível encontrar algo em torno de 400 plantas medicinais.

Por tratar-se de uma estação ecológica, a visitação turística é proibida. Só é permitida a entrada com autorização da Secretaria do Meio Ambiente, e em especial para estudos, tanto é que o local possui infraestrutura para hospedar pesquisadores.

Agendando, para atividades voltadas à Educação Ambiental, é possível fazer visita à sede administrativa e nos Núcleos Itinguçu e Arpoador.

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