Ilha da Queimada Grande – Peruíbe!

Ilha da Queimada Grande – Peruíbe!

Ilha da Queimada Grande: Uma das mais perigosas do mundo!

A Ilha da Queimada Grande, ou Ilha das Cobras, fica entre as cidades de Itanhaém e Peruíbe, a 35 quilômetros da costa do litoral sul. A Ilha tem cerca de um quilômetro e meio de comprimento e é habitada por milhares de jararacas-ilhoas, que estão entre as cobras mais mortais do mundo. São cerca de 2.000 a 4.000 serpentes que vivem no local, uma jararaca por metro quadrado, aproximadamente.

 

O veneno da jararaca-ilhoa pode matar uma pessoa em menos de uma hora, por isso a ilha é inabitável. A serpente pode chegar a 70 cm, com o máximo registrado de 1,09 m (fêmea) e de 91,2 cm (macho) e somente é encontrada na Mata Atlântica da ilha da Queimada Grande. Os seus hábitos variam entre o dia quando à noite, caçando no chão ou sobre a vegetação.

 

Há muitos mistérios e curiosidades que envolvem a ilha, um deles é sobre a evolução das cobras no local e o crescente número de serpentes. O que se sabe de verídico é sobre o aumento do nível do mar, há 11 mil anos atrás que permitiu que a Ilha da Queimada Grande se isolassem do continente, o que justificou a multiplicação da espécie.  Como na ilha, não há presas no nível do solo para estas serpentes, as jararacas-ilhoas se voltaram para as aves migratórias que visitam a ilha, após longos voos.

 

Há muitas lendas em torno da Ilha das Cobras. Uma delas, é que as cobras foram colocadas no local para proteger um tesouro roubado por piratas. De acordo com a história, em 1524, um baú com ouro foi escondido na ilha e as serpentes teriam sido usadas para fazer a proteção do “Tesouro de Trindade”.

 

O nome Queimada Grande se deu ao fato que antigos visitantes da ilha ateavam fogo a vegetação, afim de espantar as cobras do local e desembarcarem em segurança.

 

A visita na ilha é proibida e restritiva mediante autorização do governo brasileiro, devido ao perigo iminente. Lá não há mamíferos e água doce, o que faz desse arquipélago um lugar único.

 

Hoje, a ilha é cuidada pela Marinha que realiza visitas anuais para manutenção do farol automático, instalada na parte mais plana do local. Além disso, 20 espécies foram capturadas e levadas ao Instituto Butantan (SP) para estudos. Foi descoberto que o veneno da espécie pode auxiliar no controle da pressão arterial e no controle de doenças cardíacas e circulatórias, por isso, as serpentes mais perigosas do planeta são preservadas. Apesar de análises, as informações são poucas, ainda não se sabe, por exemplo, quanto tempo vive uma jararaca-ilhoa.

 

Há o interesse de biólogos e cientistas em transformar a ilha da Queimada Grande em um parque marinho, com o intuito de proteger milhares de corais e espécies vulneráveis e em extinção da fauna marinha. Apesar do perigo, o arquipélago guarda paisagens exuberantes.

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